Entre os dias 7 e 14 de junho, Mato Grosso do Sul registrou mais 29 mortes por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), elevando para 463 o total de óbitos causados pela doença em 2025. Os dados constam no boletim da 24ª semana epidemiológica, divulgado nesta segunda-feira (23) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).
O levantamento também mostra aumento no número de casos confirmados: mais 210 registros foram computados, totalizando 5.386 casos no ano. Desse total, 3.277 tiveram o agente etiológico identificado, enquanto 1.668 permanecem como SRAG não especificadas e 441 ainda aguardam classificação final.
A SES ressalta que parte dos registros pode se referir a semanas anteriores, tendo sido contabilizados apenas agora após atualização dos sistemas municipais de saúde. Na última semana, 55 novos casos e 22 mortes foram confirmadas.
Municípios com maior incidência
As maiores taxas de incidência de doenças respiratórias foram registradas nos seguintes municípios:
• Paraíso das Águas – 853 casos por 100 mil habitantes
• Figueirão – 649,9
• Nioaque – 537,1
• Chapadão do Sul – 487,2
Perfil das vítimas
Crianças menores de um ano continuam sendo o grupo mais afetado pela SRAG em número de casos: são 1.408 confirmações, o equivalente a 26,14% do total. Em seguida, aparecem as crianças de 1 a 9 anos, com 1.369 casos (25,42%). A maioria dos pacientes confirmados é do sexo masculino.
Já entre os óbitos, a maior concentração está na faixa etária de 80 anos ou mais, com 128 mortes, o que representa 28,57% do total. Também nesse grupo, os homens são os mais afetados.
Principais vírus detectados
Entre os agentes causadores da SRAG identificados nos casos confirmados estão:
• Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – 1.414 casos
• Rinovírus – 798
• Influenza A H1N1 – 660
• Influenza A não subtipado – 274
• Covid-19 – 174
• Adenovírus – 112
• Metapneumovírus – 60
• Influenza B – 17
• Parainfluenza 3 – 17
• Influenza A H3N2 – 11
• Bocavírus – 9
• Outros agentes etiológicos – 23
A SES reforça a importância da vacinação e dos cuidados preventivos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. Dourados Agora

