deputado estadual Lucas de Lima (sem partido) ficou a apenas dois votos de ter o mandato cassado durante sessão presencial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (6), em Brasília. O processo analisa se o parlamentar deixou o PDT para se filiar ao PL sem justa causa, o que configuraria infidelidade partidária.
O relator do caso, ministro Antônio Carlos Ferreira, votou pela cassação do mandato, entendendo que não houve discriminação política ou pessoal que justificasse a saída do partido. O voto foi acompanhado pelo ministro André Mendonça, que reconheceu divergências internas, mas considerou que elas não caracterizaram perseguição.
Com dois votos a favor da perda do mandato, o deputado precisa de mais dois votos contrários para ser cassado, já que o TSE é composto por sete ministros. Ainda restam votar Edilene Lôbo, Vera Lúcia Santana Araújo, Nunes Marques, Isabel Gallotti e Cármen Lúcia. O julgamento foi suspenso após pedido de vista e ainda não há data para retomada.
Eleito em 2022 com 12.391 votos, Lucas de Lima pode se tornar o segundo deputado estadual de Mato Grosso do Sul a perder o cargo por infidelidade partidária — o primeiro foi Rafael Tavares (PL), cassado em fevereiro de 2024.
O TRE-MS havia reconhecido, por maioria, que o deputado teve justa causa para se desfiliar, decisão agora reavaliada pelo TSE. O parlamentar preferiu não comentar o caso, enquanto sua defesa afirma que ele sofreu discriminação dentro do partido e manteve coerência com pautas da direita ao migrar para o PL
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